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Crescendo sempre

Joel dos Santos Guimarães

FRONTEIRA SUL

[09/08/2010]

O Produto Interno Bruto (PIB) dos países árabes deve fechar 2010 em US$ 2,7 trilhões. Isso significa que a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos naquela região do mundo registrará um crescimento médio de 4,9% em relação ao ano passado. Maior, portanto, que a média mundial.

A expansão do consumo interno e o aumento das exportações e dos investimentos estrangeiros na região explicam o crescimento constante e sustentável da economia dos países árabes.

Crescimento este que tem como carro – chefe seu mercado interno. Um mercado que, a cada ano, registra índices expressivos de aumento do consumo puxados por uma expansão significante da renda média per capita dos 22 países árabes.

Este é um dos fatores que explicam o crescimento dos investimentos estrangeiros na região, que este ano deverão chegar a US$ 56,1 bilhões.

Cenário favorável

A recuperação da economia árabe em relação ao ano passado pode ser atribuída à retomada do consumo interno e ao cenário favorável às exportações de petróleo em relação ao ano anterior. O petróleo responde por 85% das vendas externas do bloco econômico.

O mercado internacional estima um crescimento de 19,7% das exportações do mundo árabe, que este ano deverão chegar a US$ 857 bilhões. As compras do bloco econômico no exterior também registrarão uma expansão de 7,6% em relação a 2009, ano em que os árabes reduziram em 13,7% as suas importações no mercado mundial.

Corrente

Ou seja, a corrente comercial projetada para 2010 é de US$ 1,455 trilhões, o que corresponde a um aumento de 5,13% em relação ao ano anterior. Esses dados mostram a importância dos países árabes para o comércio mundial, notadamente para as nações emergentes, que a cada ano aumentam suas vendas externas para esse bloco econômico.

Brasil

A retomada das compras dos árabes no mercado internacional também proporcionará esse ano um salto significativo das vendas externas do Brasil para aquela região do mundo. Hoje, os árabes são o quarto maior destino das exportações do país. Mesmo assim, o Brasil responde por pouco mais de 1,68% de tudo o que aqueles países compram do mundo.

Dados do Departamento de Desenvolvimento de Mercado da Câmara Árabe revelam que de janeiro a julho as exportações brasileiras para aquele bloco econômico geraram uma receita de US$ 6,14 bilhões, um crescimento de 18,6% em relação ao mesmo período de 2009.

Como a economia árabe vai continuar crescendo, a tendência é de que as vendas brasileiras para aquele bloco econômico continuem se expandindo, principalmente no setor de alimentos, construção civil, moda, máquinas e equipamentos, entre outros.

O mercado e a renda

A população dos 22 países árabes é de 347 milhões de pessoas, a renda per capita por habitante é de US$ 8,2 mil e as projeções dos economistas apontam para um crescimento de 4,2% em 2010.

Alguns países árabes fazem parte do ranking das 15 maiores rendas per capita do mundo. É o caso, só para ficar em um exemplo, do Catar, cuja renda per capita este ano deverá chegar a US$ 69,7 mil, a segunda maior do mundo.

Perfil

Para um maior conhecimento da economia árabe, o leitor pode acessar o site da Câmara Árabe no link http://www.ccab.org.br/site/analises.ph.Ali, encontrará o mais completo perfil econômico e comercial deste bloco econômico. Elaborado pelo Departamento de Desenvolvimento de Mercado, o estudo, com mais de 400 páginas, mostra o potencial do mercado, suas características, aponta as oportunidades de investimento e detalha as relações comerciais do mundo árabe com o Brasil.


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