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Los Hermanos

Geovana Pagel e Isabela Barros

ANBA

[24/06/2010]

Eis um caso de amor correspondido. Enquanto os argentinos são os primeiros no ranking dos estrangeiros que mais nos visitam, nós, brasileiros, elegemos a Argentina o nosso destino internacional predileto. Em 2009, 1,2 milhão de portenhos vieram para cá, ante 193,4 mil turistas da terra do Maradona passeando no Brasil em 2008. Depois dos hermanos, nossos mais assíduos visitantes são os norte-americanos, italianos, alemães e chilenos. No sentido inverso, de acordo com a CVC, maior operadora turística do país, a pátria do tango é o roteiro campeão de vendas de pacotes para o exterior.

Cheio de motivos especiais para gostar do Brasil, entre eles o fato de ser casado com uma brasileira, o argentino Gustavo Ferrer, gerente de sucursal da livraria El Ateneo, em Buenos Aires, já esteve no país seis vezes. Nessas ocasiões, ele conheceu os estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e São Paulo. “Achei o país cordial, extenso, bastante industrializado, mas com muita diferença entre as classes sociais”, diz Ferrer. Na lista de locais a conhecer estão destinos como o interior do Rio de Janeiro, a capital federal Brasília e o estado do Amazonas, para explorar a Floresta Amazônica.

Para ele, as razões da admiração mútua são distintas. “Os brasileiros adoram o clima diferente da Argentina, Buenos Aires com sua arquitetura e charme europeus, Bariloche pela neve. Isso além da boa carne da nossa terra”, explica Ferrer. “Nós gostamos das praias do Brasil, do bom humor que todo mundo aí tem”, diz.

A arquiteta e urbanista Julia Gouvêa concorda com o argentino. Ela fez sua segunda viagem para a capital portenha no início de junho e, mais uma vez, voltou encantada com o que viu. “Adoro Buenos Aires. Gosto do espaço urbano, cheio de parques, praças públicas bem conservadas e calçadas largas”, conta.

Entre os programas favoritos de Julia na cidade estão os bairros da Recoleta e San Telmo, onde acontece uma badalada feira de antiguidades aos domingos. “O preço de ir para a Argentina é viável e a sensação de mudar de idioma e de cultura, mesmo estando tão perto, fazem a viagem valer a pena”, diz ela, em mais uma declaração de amor entre hermanos.


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