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Azul Macaúbas na torre mais alta do mundo

Débora Rubin

ANBA

[07/02/2008]

São Paulo – Trata-se de uma pedra bem brasileira. De um azul atípico, que varia conforme o ponto de extração, de uma firmeza particular e sem similar pelo mundo afora. "Tem na África também, em Moçambique. Mas com esse tom de azul, só aqui na Bahia", explica Marco Nova, sócio da Macaúbas Pedras Ornamentais. A pedra em questão é justamente a 'azul macaúbas', extraída pela empresa de Marco na cidade de Macaúbas, no interior do estado baiano, há quase 30 anos. Praticamente toda a produção é exportada. "Apenas 5% fica no Brasil", conta ele.

A pedra, seja em seu estado bruto, em blocos, chapas ou até já cortada em ladrilhos, é enviada para países como Itália, Alemanha, Holanda e, há três anos, para a Arábia Saudita. "De lá, segue para países vizinhos como o Kuwait e o Catar", explica Marco, cujo sócio é o sogro, que foi quem criou a empresa. Marco conta que o país árabe importa especialmente os ladrilhos.

Além da Arábia, Marco está em negociação com dois importadores do mundo árabe, um dos Emirados Árabes Unidos e outro do Kuwait. Nos Emirados, Marco conta que a pedra será usada na construção do Burj Dubai, aquela cujo projeto foi feito para ser a torre mais alta do mundo. "Este negócio já está praticamente fechado. Eles gostam muito da macaúba e nós não temos concorrentes, então é 99% de certeza", conta.

A intermediação com os importadores árabes foi feita via Itália, através de um parceiro de lá. Isso porque Marco é um italiano que vive no Brasil há mais de 20 anos. Não à toa a Itália é o principal mercado da empresa com sede na Bahia. No ano passado, a empresa participou da Big 5 Show, em Dubai, maior feira do setor de construção da região. Mas a Macaúbas Pedras Ornamentais estava no estande da Itália. "Neste ano quero voltar, mas no estande do Brasil mesmo", conta.

Marco ficou impressionado com Dubai e a velocidade com que as construções sobem por lá. "É um formigueiro de gruas", conta. É, portanto, um mercado promissor para suas pedras ornamentais.

No Brasil

A azul macaúbas não é muito conhecida no Brasil. A empresa só começou a vender no mercado interno há cinco anos. Isso porque o custo de extração, beneficiamento e do maquinário é muito alto – e vender para o Brasil não compensava. "Mas agora, com o dólar em baixa, estamos buscando clientes internos", conta. "Para isso, precisamos fazer um longo trabalho de divulgação, afinal, os brasileiros nem sabem que se trata de uma pedra brasileira".

A Macaubas Pedras Ornamentais foi criada há 27 anos, tem 40 funcionários e um faturamento de US$ 2,5 milhões por ano. A pedreira que fica em Macaúbas é uma concessão com 25 quilômetros de extensão. Além de ser usada em pisos, paredes, mosaicos e colunas, a pedra também é matéria-prima de peças de decoração e até jóias.

Saiba mais:
www.azulmacaubas.com.br


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