Yes, nós exportamos tecnologia
Débora Rubin e Geovana Pagel
ANBA
[04/01/2008]
São Paulo - Um exemplo de sucesso de uma pequena empresa no exterior é a fabricante de software Ivia, sediada em Fortaleza, Ceará. A empresa criada em 1995 por dois sócios tinha 40 funcionários em 2004. Hoje são 320. A Ivia já montou um escritório em Portugal, que é seu principal cliente estrangeiro, e agora se prepara para entrar nos Estados Unidos.
Um dos proprietários da Ivia, Alexandre Menezes, conta que o fator determinação em expandir o negócio e ações práticas como capacitação, certificação da empresa e maturidade de gestão foram fundamentais no processo de internacionalização da marca. "O software hoje é necessário a qualquer tipo de empresa, o que garante a demanda crescente. Mas é um mercado que exige atualização constante e muitos investimentos", explica.
De acordo com Menezes, a inserção no mercado internacional repercute positivamente também no mercado interno. "Garante credibilidade. O cliente sabe que se você conseguiu espaço diante de concorrentes do mundo todo, significa que seu produto é bom", afirma.
Como fechou o ano com mais de R$ 10,5 milhões de faturamento, valor máximo para classificar uma empresa como sendo de pequeno porte - segundo critérios do Sebrae, no começo de dezembro a Ivia passou a ser uma média empresa. "Nossa meta é continuar crescendo", garante.
O conselho de Menezes para os empresários que também querem exportar e crescer é especialmente investir em capacitação e na busca de conhecimento sobre o país onde quer inserir a empresa. "Aprender com erros custa caro e demora muito tempo", alerta. E encoraja os empreendedores. "Já vi várias empresas lá fora, de vários segmentos, tem espaço para todos".