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O primeiro brasileirinho

Débora Rubin

ANBA

[19/11/2007]

São Paulo - Está marcado para o dia 08 de dezembro. Hoda Walid e o marido Ahmad Abu-Ulla estão ansiosos para ver a cara de Ali. O menino será o primeiro brasileiro do grupo. Quando nascer, não terá que esperar os seis anos que os demais terão que aguardar para entrar com o pedido de cidadania brasileira.

O governo brasileiro, ao abrigar os refugiados, permite que eles usufruam dos serviços públicos como o Sistema Único de Saúde (SUS), programas de assistência social, acesso às escolas, etc. No entanto, eles não têm direitos políticos nem militares. A cidadania brasileira só pode ser solicitada após seis anos de residência.

Desde que chegou, Hoda Walid tem feito o pré-natal religiosamente e exibe orgulhosa sua carteira de gestante. Na primeira semana, logo depois que chegou, Hoda teve dilatação e passou mal durante uma madrugada. Juliana, da Cáritas, foi acionada. Como ela estava em outra cidade, pediu uma ambulância e foi orientando o motorista e o médico por telefone. Pouco depois, chegaram os tradutores e moradores da cidade que puderam ajudar pessoalmente. A irmã de Hoda também estava grávida, mas o filho dela já chegou ao Brasil com vinte dias


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