Os investimentos no Nordeste
Marco Bahé
BIODIESELBR
[31/10/2007]
Recife – O biodiesel tem, hoje, uma produção em larga escala feita a partir da soja no cerrado e também no Sul e no Centro-Sul, sendo de grande eficiência e muito mecanizada, com grandes grupos investindo. Mas o Nordeste está pisando no acelerador e, em 2006, 445 mil hectares para o plantio de culturas destinadas ao biodiesel. No quesito comercialização, 319 milhões de litros de biodiesel nordestino foram vendidos nos leilões realizados pela ANP.
Para conseguir bons resultados com o biodiesel, o Nordeste tem o desafio de melhorar sua produtividade. A Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias, está desenvolvendo pesquisas em mamona para ter mais óleo, com resultados interessantes no Centro de Pesquisa do Trópico Semi-Árido, em Petrolina. A produção média da mamona nativa é na ordem de 500 quilos por hectare. A Embrapa conseguiu, em caráter experimental, 1300 quilos, dobrando o rendimento.
A meta do governo federal é implantar em cada estado nordestino uma unidade de transesterificação da Petrobras com capacidade para processar 160 mil litros por dia de óleo vegetal. Cada estado terá também 20 unidades de esmagamento com capacidade de extração, cada, de 8 mil litros/dia de óleo para suprir a demanda da Petrobrás. Como o conceito é incentivar a produção familiar da matéria-prima, cerca de 540 mil pequenas propriedades serão envolvidas. A Petrobras está investindo 675 milhões de reais na produção de biodiesel no Nordeste. O governo federal entra com mais 108 milhões de reais nas unidades de esmagamento.