Mais que costurar, criar
Cláudia Abreu e Débora Rubin
BRASILEIROS
[25/10/2007]
São Paulo – Abrir uma graduação em moda em 1987 foi uma reação espontânea a um cenário que vinha se formando desde os anos 70, explica Raquel Valente, coordenadora do curso de moda da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, a primeira a apostar nessa idéia. Já até existia uma disciplina chamada “desenho de moda” dentro do curso de artes plásticas da faculdade. A Santa Marcelina apostou na criação como um diferencial para a escola, e até hoje é reconhecida por isso. Tanto que muitos dos estilistas conhecidos de hoje se formaram ali, tal como Alexandre Herchcovitch, Adriana Barra e Gisele Nasser.
São 160 vagas a cada ano. A parte teórica e a formação cultural são tão importantes quanto as aulas práticas. Segundo Raquel Valente, o curso atrai gente do Brasil inteiro e, diz ela, saem todos empregados. “Há muitos alunos em grandes redes como a C&A, uma boa parte que trabalha nas empresas familiares e uns 30 por cento abrem lojas próprias”, diz. No final de cada ano, a Santa Marcelina realiza o Fórum de Moda da FASM, no qual os melhores trabalhos de conclusão de curso são apresentados para um público escolhido a dedo, com empresários, jornalistas e outros profissionais do ramo.