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Moda com 'catigoria'

Cláudia Abreu e Débora Rubin

BRASILEIROS

[24/10/2007]

São Paulo – Parecia pura provocação. Mas se provou negócio sério. A Daspu, a grife das prostitutas, foi lançada em dezembro de 2005 com a intenção de ser ao mesmo tempo uma produtora de moda para as profissionais do sexo e uma bandeira para a categoria. Criada pela ONG DaVida, que briga pelos direitos das prostitutas, a Daspu causou incômodo na inspiradora Daslu, que tentou barrar o trocadilho na justiça. Um ano e meio depois, a grife só faz crescer. E atingiu seu objetivo. Não são apenas as garotas de programa que vestem a grife. As camisetas, sempre coloridas e com mensagens como “Somos más. Podemos ser piores” são vendidas para o Brasil todo. Nas vendas pela Internet, que tem uma média de 66 mil acessos mensais, São Paulo é o estado que mais compra (54 por cento das vendas). E a grife também exporta. Suíça e Alemanha são os dois principais mercados fora do Brasil. Como toda produção de moda que se preze, a Daspu também promove desfiles. Logo na primeira edição, fizeram questão de fazer o evento na mesma hora em que Gisele Bündchen despontava nas passarelas do Fashion Rio. Como Gabriela Leite, a ex-prostituta que toca a DaVida, anunciou na época do lançamento da grife, a Daspu não nasceu para ser apenas uma moda de verão.


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