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Moda étnica e ecologicamente correta

Cláudia Abreu e Débora Rubin

BRASILEIROS

[23/10/2007]

São Paulo – A iniciativa partiu de uma associação de costureiras e artesãs paraenses. Juntas, elas criaram o Amazônia Fashion Week, cuja primeira edição está marcada para acontecer entre os dias 6 e 11 de novembro, em Belém. Embora não tenha indústria têxtil, o estado conta com um tipo de trabalho que está cada vez mais fashion – o uso de recursos naturais renováveis, como sementes e fibras, e a produção de uma moda mais étnica. “Nosso forte é o trabalho artesanal”, defende Felícia Maia, a coordenadora geral do evento. Outra função do Amazônia Fashion é mostrar que há uma incipiente indústria de moda se fixando no Pará. E que os novos talentos não precisam mais migrar para São Paulo, Rio ou para fora do país para trabalhar na área. Hoje, existe até um curso de graduação de moda na Universidade da Amazônia, no campus de Belém. “O Pará é um celeiro de estilistas, muitos saíram daqui como o próprio Dener, o Lino Villaventura e o David Azulay”, diz Felícia. Dos 20 desfiles previstos para novembro, 70% fica reservado para as marcas locais. Entre elas, Felícia destaca uma grife que já transcende as paragens paraenses, a Costa Amazônia Beach Wear, que criou uma moda-praia adaptada ao clima e paisagem do norte do país.


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