O pai de todos
Cláudia Abreu e Débora Rubin
BRASILEIROS
[23/10/2007]
São Paulo – Quando ganhou a alcunha de São Paulo Fashion Week, em 2001, o evento já era a semana de moda mais badalada do país. Tudo começou em 1996, sob o nome de “Morumbi Fashion – Calendário Oficial da Moda”. Mas a sementinha havia sido plantada dois anos antes, com a criação do Phytoervas Fashion, que tinha como um dos idealizadores o produtor Paulo Borges, a cabeça pensante que deu cor, forma e vida ao mais bem sucedido projeto de moda brasileiro. Hoje, mais de uma década depois, o SPFW precisa de acertos, mas faz parte da história. Depois dele, semanas de moda começaram a surgir por todo o país, modelos passaram a ser vistas como celebridades e acompanhar desfiles virou mania nacional. Borges conseguiu o feito de criar uma cultura de moda num país analfabeto na linguagem fashion. Hoje, o alvoroço gerado em suas duas edições anuais só perde em mídia para o futebol. O evento lançou novos estilistas e revelou tops como Isabeli Fontana, que surgiu na sétima edição (2000). A top-mor, Gisele Bündchen, também deu uma forcinha com seu pé quente: desfilou na primeira edição, em 1996, pela VivaVida.