Para quem quer fazer negócio
Cláudia Abreu e Débora Rubin
BRASILEIROS
[23/10/2007]
São Paulo – Há desfiles para mostrar moda. E há desfiles para mostrar roupas. Nas grandes feiras do setor, por todo o país, as passarelas têm uma função mais prática e objetiva que nas semanas de moda: vender, vender e vender. Todo e qualquer pólo de moda – seja o de lingeries em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, ou o de malhas, em Monte Sião, Minas Gerais – também promove seus próprios desfiles. É a chance de pequenas confecções atraírem compradores em potencial. Em Monte Sião, por exemplo, 14 marcas (em uma cidade de mil confecções) se juntaram e fizeram a primeira Mostra Verão 2008, em setembro. Em Gramado, Rio Grande do Sul, todos os anos acontece a Feira Nacional da Moda Inverno, Fenim, que promove o encontro de 800 expositores com 32 mil visitantes. Ali, o principal é o contato entre os confeccionistas e lojistas do Brasil inteiro. “É evento para lojista ver. Mas todos os anos vêm muitos jornalistas e até mesmo compradores que só querem ver o que será usado”, explica Julio Viana, diretor da Expovest, que organiza essa e outras tantas feiras pelo país. Viana adianta que no próximo ano deve lançar uma feira em Recife. “O que não falta é demanda por eventos na área do setor têxtil pelo país inteiro”.