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Poeta fashion

Cláudia Abreu e Débora Rubin

BRASILEIROS

[18/10/2007]

São Paulo – Ronaldo Fraga talvez seja o estilista que tenha levado às passarelas as coleções de nomes mais improváveis. Desembarcou no Phytoervas Fashion em 1996, terceiro ano do evento, com a “Eu amo coração de galinha”. Chamou a atenção dos críticos que enxergaram “muita moda e inteligência ali por baixo”. A coleção contava um pouco da história de Fraga, do seu período fora do Brasil, em Londres e Nova York, da saudade de casa. Sempre com uma dose de poesia, o estilista continuou surpreendendo com o batismo das suas coleções. Em 1997, desfilou “O império do falso” questionando um assunto sempre em pauta: a diferença entre criação e cópia, ou como chamam no meio da moda, decupagem. A conquista do público veio, de fato, em 2001 com a coleção em homenagem a Zuzu Angel. “Quem matou Zuzu Angel” emocionou a platéia. Fraga, como Zuzu, é um adepto da moda engajada, usa a roupa como um meio de expressão, e mantém um trabalho que escorrega para além dos limites da passarela. O apoio à ONG Corpo Cidadão, do grupo de dança mineiro Corpo, é uma das atividades extra-curriculares de Fraga. A entidade atende cerca de 700 crianças de baixa renda em Belo Horizonte, Minas Gerais.


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