A manequim que inspirou a moda americana
Cláudia Abreu e Débora Rubin
BRASILEIROS
[17/10/2007]
São Paulo – Dalma Calado começou nos anos 70, ainda adolescente, descoberta pelo fotógrafo Luiz Tripolli – um mestre na arte de fotografar modelos. Surgiu em capas de revistas femininas da época e logo foi contratada por Livio Rangan, produtor que organizava desfiles-show nos mesmos moldes que a Rodhia fazia. Com 18 anos, ela pegou as malas e partiu para Paris com apenas 500 dólares no bolso, sem contrato nem nada. Em depoimento ao livro “O Brasil na Moda”, de Paulo Borges, ela conta que chegando lá foi bater na porta de John Casablancas, o todo poderoso da Elite, de quem ouviu um “não”. A modelo seguiu em frente e se fixou em uma agência menor. Pouco depois, ganhou a França. Trabalhou também em Nova York e em Milão. Após um desfile para Versace, em Roma, virou capa de um jornal italiano por seu jeito despojado de caminhar na passarela. “Uma manequim vem dos Estados Unidos, coloca um vestido de 50 mil dólares e anda com a graça de quem vai pegar um ônibus”, dizia a manchete. Chegou até a ganhar um prêmio da Câmara Nacional da Moda nos Estados Unidos por “inspirar a moda americana”. Se aposentou nos anos 90 e foi viver na Itália com sua família.