Mais difícil que Fuvest
Cláudia Abreu e Débora Rubin
BRASILEIROS
[17/10/2007]
São Paulo – Embora quase todas as modelos famosas repitam o bordão “eu nunca sonhei ser modelo”, a profissão está para as mulheres como a carreira de jogador de futebol está para os homens. São centenas de aspirantes buscando uma oportunidade em agências e concursos, tal como nas peneiras de futebol. Dílson Stein recebe pelo menos cem visitas diárias em seu site. No último mês, meninas de 55 países diferentes procuraram por ele. Na Elite, uma das mais tradicionais agências do mundo, presente no Brasil desde o final dos 80, há entrevistas todas as terças e quintas nos três escritórios, São Paulo, Rio e Porto Alegre. Segundo Adriana Ferreira Leite, diretora da agência, são 50 candidatos por semana somente na capital paulista. Mônica Monteiro, que atrai ainda mais candidatas por sua parceria de mais de dez anos com Gisele Bundchen, recebe em média dois mil e-mails por mês. “Aparece candidata até de Israel”, diz. Na contra-mão dessa procura, caçadores de talento também ficam atentos a possíveis candidatas. Outra forma de entrar para esse mundo é participando dos concursos realizados pelas agências e por grandes marcas de produtos de beleza, roupas, etc. Apenas no Elite Model Look, 80 mil meninas e meninos se inscrevem – é a maior taxa de inscrição do mundo, comparada aos eventos da Elite nos outros países. No final, apenas as duas finalistas participam da final mundial.