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Fios na passarela

Cláudia Abreu e Débora Rubin

BRASILEIROS

[16/10/2007]

São Paulo – A indústria brasileira da moda experimentou grande transformação na década de 1960, com o avanço da produção de fios e fibras sintéticas no País, principalmente a poliamida. Um das principais pontas de lança da indústria para a popularização dos novos produtos foi a realização dos memoráveis desfiles realizados na Feira Internacional da Indústria Têxtil (Fenit), abrilhantados por shows de grandes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, Rita Lee, Gilberto Gil e Gal Costa. “Foi a fórmula que encontramos para criar um mercado para os produtos sintéticos que estávamos desenvolvendo”, afirma José Padeiro, executivo de marketing da Rhodia para a América do Sul. Além de patrocinar estilistas, a Rhodia ainda incentivava artistas plásticos como Manabu Mabe, Volpi e Aldemir Martins a desenvolver estampas para tecidos.

Hoje, a produção brasileira de fios e fibras sintéticos soma 308 mil toneladas – 8,9 por cento é exportado. Rhodia, Invista e Radici, todas de origem estrangeira, dominam o segmento. A presença dos fios sintéticos no mercado brasileiro proporcionou o desenvolvimento de fios especiais ou inteligentes – que têm funções como proteção aos raios solares ultra-violetas (UV) e até bacteriostática –, microfibras e supermicrofibras. Os fios são aplicados em três mercados principais: moda, esportivo e lingerie.


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