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A corja renanazista

Joel dos Santos Guimarães

EM LINHA

[15/10/2007]

São Paulo - Não é preciso nenhum comentário adicional do colunista. Basta apenas selecionar o noticiário dos jornais sobre a tropa de choque renanazista. Ele deixa claro que em defesa do “füher das Alagoas” seus seguidores não pensam duas vezes para caluniar adversários, espioná-los, ameaçá-los e chantageá-los.

Enquanto isso, a Julieta do presidente do senado, depois de deixar a roupa cair, se prepara para lançar um livro contando histórias de Brasília. Mônica Veloso garante que vai falar do seu ex-namorado, mas que o senador boiadeiro não será o fio condutor de seu livro.

Em entrevista a Folha de S. Paulo, a “mulher que abalou a República” garante que os políticos não devem ficar preocupados com seu livro. “Será”?, questiona preocupado um senador que, segundo seus assessores, “não pode ver um rabo de saia”

De outro lado, a tropa renanazista mostra como uma parte expressiva de nossos parlamentares – não será a maioria? – está descendo ralo abaixo da história. Ralo a que foi reduzido o Senado da República, que exala histórias de sexo, capa da Playboy, chantagem, espionagem e outras mutretas mais.

E tal ralo fede! E o cheiro podre é exalado pelos políticos que, mesmo após Renan ter se licenciado, continuam defendendo com unhas e dentes o senador que veio de Alagoas. Alguns ainda trabalham para que o chefe volte a presidir a casa.

Veja o que eles andam dizendo e o que os jornais informam sobre os membros da tropa de elite de Renan:

“A ética não pode ser o centro de tudo”, esbraveja a senadora Ideli Salvati, líder do PT e acusada de ligações com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetrafsul), que segundo a revista Veja, recebeu 5 milhões de reais destinados a financiar cursos de treinamento profissional em 2002.

Segundo a revista, investigação da Polícia Federal apura se parte desse dinheiro foi desviada para financiar a campanha política de um deputado do PT em Santa Catarina. Pior: todos os envolvidos na fraude seriam correligionários, amigos ou assessores de Ideli Salvatti.

E o governo federal está acusando na Justiça o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), seus pais, irmãos e instituições de ensino da família no Estado do Rio e Minas Gerais de sonegarem pelo menos 75,13 milhões de reais em contribuições previdenciárias e Imposto de Renda.

Vale lembrar que o senador Wellington Salgado é um dos principais aliados de Renan.

A ação dos SS em defesa de Renan envergonha e revolta a sociedade brasileira que exige explicações para as tramóias do presidente licenciado do Congresso. Exige que se investiguem as denúncias contra o Capo e seus aliados. Exige que a denúncia de que Renan teria armado um esquema de espionagem e montado dossiês para intimidar colegas seja investigada. E, se tudo for comprovado, que os envolvidos sejam punidos. Punição para quem anda abalando a ética, abalando a esperança do povo brasileiro.

joel@agenciameios.com.br


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