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Vôo direto de Dubai a São Paulo será lançado em outubro

Joel dos Santos Guimarães

ANSA

[21/09/2007]

São Paulo - Com um vôo direto entre Dubai e São Paulo seis vezes por semana, a Emirates, empresa aérea, sediada em Dubai, dará início, em outubro, às operações na América do Sul. Foi o que anunciou ontem, em São Paulo, o diretor da Emirates Brasil, Ralf Aasman, em cerimônia conjunta da Emirates Airline e Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Este será o primeiro vôo da história sem escalas unindo a América do Sul e o Oriente Médio, oferecendo aos viajantes acesso à malha de rotas da Emirates de 93 cidades em 59 países, através de Dubai. O vôo entre São Paulo e Dubai será feito por um Boeing 777-200LR. Dubai é o maior centro comercial dos Emirados Árabes Unidos (EAU). Em 2006, a corrente de comércio entre o Brasil e os EAU foi US$ 1,391 bilhão.

O diretor da Emirates aposta que já nos primeiros vôos o índice de ocupação deverá ultrapassar a 70% de ocupação. São Paulo vai ser o segundo destino que a empresa vai operar nas Américas. O outro é Nova York, para onde a companhia aérea tem três linhas diárias. A nova linha sairá dia 01 de Dubai para São Paulo e dia 02 da capital paulista para Dubai. A duração do vôo será de 15 horas.

De acordo com Aasman, a opção pela capital paulista foi feita em razão do crescimento do volume de negócios do Brasil com o mundo árabe e do potencial de passageiros. Para o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Antonio Sarkis JR, o vôo diário entre São Paulo e Dubai, a partir de outubro, além de alavancar o turismo entre a América do Sul e os países árabes, irá facilitar o trânsito dos empresários, assim como o intercâmbio entre as duas regiões, já que a Emirates fará transporte de cargas neste trecho. Cada vôo terá condições de transportar, além dos passageiros, 12 toneladas de carga.

Segundo Sarkis, vôo da Emirates vai contribuir para o aumento da corrente comercial entre o Brasil os países árabes. "Sentimos que há uma demanda forte por frutas tropicais brasileiras no mundo árabe, mas sempre houve o obstáculo da demora para chegar ao destino. O setor de frutas e vários outros de produtos perecíveis vão se beneficiar com o vôo", disse ontem o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Antonio Sarkis Jr., em coletiva de imprensa que ele e o diretor da Emirates Brasil, Ralf Aasman, deram após almoço com jornalistas e empresários na sede da Câmara Árabe, em São Paulo.

De janeiro a agosto deste ano a corrente comercial entre Brasil e os países árabes foi de US$ 8,240 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 5,56% em relação ao mesmo período do ano passado. Para Sarkis, as exportações brasileiras foram responsáveis pelo aumento da corrente comercial, quando somaram US$ 4,607 bilhões nesse período, o que representa um aumento de 16,4%. Os principais compradores dos produtos brasileiros foram Arábia Saudita, Egito, Argélia e Emirados Árabes Unidos. Sarkis informou ainda que no mês passado as exportações brasileiras para os países árabes bateram recorde, somaram US$ 744 milhões. Ou seja, houve um aumento de 14,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Como as exportações continuam em alta a previsão do presidente da Câmara Árabe é que as vendas externas para os países árabes cheguem a US$ 8 bilhões e a corrente comercial entre as duas regiões feche o ano em US$ 13 bilhões.


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